DIRETORA AMELINHA ARARIPE
A diretora da Escola Emmparque conta que sua relação com a educação nasceu na infância, inspirada pela avó, que mesmo sem saber ler e escrever, ensinava igualdade, cuidado e responsabilidade. Ao descobrir essa realidade, despertou nela o desejo de ensinar e transformar vidas pela educação.
A diretora construiu sua vocação para ensinar a partir de experiências com professoras que educavam com afeto, escuta e respeito à vivência de cada aluno. Inspirada em Paulo Freire, defende que ninguém aprende do zero e que educar é unir o conhecimento escolar às experiências de vida do estudante, de forma humanizada e transformadora.
A diretora destaca que não existe apenas uma forma de aprender. Para ela, se o aluno chega à resposta correta com seu próprio raciocínio, o conhecimento aconteceu, cabendo ao educador mediar esse processo.
A diretora destaca a importância de valorizar o conhecimento que cada aluno traz da própria vivência. Defende que o papel do professor é partir desse saber para construir o conhecimento científico, sem desmerecer a experiência do estudante. Também critica o ensino baseado apenas na repetição e na memorização, mostrando que aprender de verdade exige compreensão, sentido e métodos que ajudem o aluno a entender o porquê das coisas.
A alfabetização de adultos é semelhante à alfabetização infantil, mas exige adaptação às limitações motoras e ao medo de errar. Por isso, o ensino deve respeitar a vivência do aluno e utilizar métodos e materiais adequados à sua realidade, em consonância com a proposta de liberdade e respeito defendida por Paulo Freire.
A diretora da Escola Emmparque destaca, com base em Paulo Freire, que a educação não deve seguir a lógica da educação bancária, centrada no acúmulo e na repetição, mas valorizar o passado, as experiências e o conhecimento que o aluno já traz. Nessa perspectiva, o mais importante não é a quantidade de atividades, mas a qualidade da compreensão, do diálogo e do significado construído no processo de aprendizagem.
A diretora da Escola Emmparque relata a experiência de um professor jovem que, ao chegar à escola, percebeu que ensinar não era apenas transmitir conteúdo, mas ouvir os alunos e construir o conhecimento com eles. Ao colocar em prática uma proposta dialógica, inspirada em Paulo Freire, ele transformou a aula em debate, reflexão e reconstrução coletiva de conceitos, tornando a aprendizagem significativa tanto para os estudantes quanto para ele próprio.
A diretora da Escola Emmparque defende, como ensinava Palmira Galvão, primeira diretora da EMMPARQUE, que a educação precisa ser real, significativa e conectada à vida dos estudantes, valorizando mais a qualidade do tempo do que a quantidade. Nessa perspectiva, o aprendizado acontece quando a experiência cotidiana do aluno é transformada em objeto de estudo, tornando o currículo vivo, concreto e ligado à sua realidade.
A diretora da Escola Emmparque mostra que a prática pedagógica se fortalece na troca entre colegas e na valorização das histórias reais dos alunos. Por meio de exemplos de professoras que transformam memórias, objetos do cotidiano, sonhos e vivências em aprendizagem, o texto destaca uma educação afetiva, criativa e significativa. Ao final, reforça a ideia freiriana de que ensinar e aprender são movimentos inseparáveis, em que o educador também se forma e se transforma com o outro.
A diretora da Escola Emmparque defende que a educação de jovens e adultos deve partir da realidade concreta dos estudantes, sem infantilização, respeitando sua história, sua vivência e sua condição de sujeitos sociais. Nessa perspectiva, a aprendizagem precisa ter sentido prático e humano, unindo leitura, escrita, cidadania e participação social, para que o estudante se reconheça não apenas como aluno, mas como cidadão capaz de ocupar outros espaços para além da escola.
A diretora da Escola Emmparque destaca que o conhecimento escolar deve servir para a vida, e não apenas para a obtenção de diploma ou certificado. Também defende que os estudantes têm habilidades diferentes, razão pela qual não devem ser colocados no mesmo padrão de desempenho em tudo. Nessa perspectiva, é preciso reconhecer as potencialidades de cada aluno e evitar uma educação em que o professor finge que ensinou e o aluno finge que aprendeu.
A diretora da Escola Emmparque relembra sua chegada marcada por acolhimento, desafios e construção coletiva. Destaca a implantação de práticas pedagógicas com temas integradores, sempre valorizando o que já existia na escola. Em sua despedida, fala com emoção sobre o legado deixado, as aprendizagens vividas e a importância de preservar a memória do fazer pedagógico.